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Ter, 30 de Junho de 2009 21:38 |
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Durante sua passagem pelo Espírito Santo, o Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, concedeu entrevista à revista “200 Maiores Empresas no ES”.
Em sua fala, Unger chama governo, entidades e a sociedade a refletir sobre o modelo de desenvolvimento que estamos construindo, alertando para o risco de vivermos “uma aparente prosperidade”, baseada no bom momento do mercado de commodities, o que poderá nos levar a uma “involução tecnológica e produtiva”. Defende a idéia de que o país não deve se tornar apenas um corredor de riquezas, mas criar uma economia democratizada que englobe os médios e, principalmente, os pequenos empreendimentos que surgem repletos de idéias inovadoras: “Precisamos de empresas menores, porém vanguardadistas”, disse o Ministro.
Que experiência sobre esse novo modelo econômico o senhor traz para o Espírito Santo?
Minha discussão se baseia na definição de um elenco de iniciativas concretas, a serem construídas em colaboração com todos os outros ministros, que antecipassem e encarnassem esse novo modelo de desenvolvimento, que fossem como as primeiras prestações de um outro futuro em oportunidade econômica, educativa e em gestão pública. Depois, o governo me atribuiu responsabilidades específicas com respeito ao Plano Amazônia Sustentável e à Estratégia Nacional de Defesa. Em geral, o que muda o mundo é a combinação de iniciativa tangível com mensagem ‘universalizante’. Sem iniciativa concreta que exemplifique uma concepção sobre o futuro, a idéia é impotente, mas sem uma idéia que interprete o significado futuro das iniciativas concretas, elas não conseguem ter um potencial transformador. As iniciativas concretas precisam sempre valer não apenas por seu resultado imediato, mas por sua utilidade sinalizadora.
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Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 22:03 )
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Lucas Izoton Vieira Presidente do Sistema Findes/Cindes e presidente do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da CNI Não estamos na Ásia, mas nossa indústria está crescendo mais que a da China e a da Índia. Os números, para isso, não mentem. No primeiro semestre de 2008, de acordo com o IBGE, o crescimento industrial capixaba registrou uma expansão de 16,1%, dado muito acima da média brasileira, que somou 6,1%. A tendência é de que nosso estado continue, nos próximos anos, a ser um grande destaque da economia brasileira. Nesse cenário de futuro, acredito que o crescimento mundial continuará em alta moderada, mas não necessariamente nos países que compõem o tradicional G-8 e, sim, no grupo de nações do BRICAMI - ou seja, o BRIC, que os conceituados economistas formaram, e no novíssimo AMI, que acredito ter incluído. Na verdade, BRICAMI é o grupo dos sete países formados por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, México e Indonésia que, dentro de 20 a 30 anos, estarão, certamente, entre as 15 maiores nações do mundo. |
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