| Desconcentração do investimento no Espírito Santo |
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| Seg, 29 de Junho de 2009 15:50 | |
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O processo de industrialização no Brasil esteve associado aos grandes fluxos migratórios, que mudaram a configuração, predominantemente rural, até a década de sessenta, para uma urbanização próxima a 80%, no final do século XX. Os fluxos migratórios também marcaram o desenvolvimento urbano –industrial no Espírito Santo, onde a concentração dos projetos industriais no litoral e no entorno da região metropolitana resultou na formação de aglomerados urbanos. O encadeamento desse processo na constituição das redes de prestadores de serviços e do mercado consumidor local retroalimentou a concentração. Esta, por sua vez, exerceu pressão para a convergência de recursos públicos no desenvolvimento da infra-estrutura urbana e social da região metropolitana, a fim de mitigar os efeitos deletérios dos aglomerados urbanos ali situados e de seu crescimento desordenado. Simultaneamente, outros pólos regionais se viabilizaram no norte e no sul do estado. Na região norte, o pólo de Colatina, constituído inicialmente a partir da cultura do café, tem se destacado pelo crescimento da indústria de vestuário e confecções. O pólo de Linhares concentra esforços no arranjo moveleiro. Na região sul, o pólo de Cachoeiro de Itapemirim adquiriu notoriedade com o setor de rochas ornamentais. Não obstante a existência de outras áreas polarizadas, a região metropolitana foi responsável, em 2005, por 63% da geração de renda do estado e por 48% da população total. A partir dessa realidade, as políticas públicas estaduais têm sido voltadas para a melhoria permanente da infra-estrutura energética e de transportes nas áreas rurais e no interior do estado, a fim de permitir a desconcentração regional da renda. O plano estratégico ES 2025 destacou a importância da desconcentração para o alcance das metas de desenvolvimento do estado. Em adição, o desenvolvimento do setor de petróleo e gás tem agregado novas oportunidades de diversificação setorial, tanto nas áreas de geração de energia quando nas áreas de construção naval e serviços. A construção civil vem ganhando novo dinamismo em áreas de construção habitacional, comercial e hoteleira, na esteira do fortalecimento do mercado de trabalho local. Desde então, a ampliação dos investimentos e sua desconcentração regional têm sido a mola mestra do crescimento econômico do Espírito Santo. A diretriz consiste em ampliar as oportunidades de negócios e estabelecer permanente sintonia entre o setor público e o setor privado, com vistas a atrair investimentos para além da região metropolitana. Nessa direção, os pólos industriais de Anchieta, Linhares, Cachoeiro, Litoral Norte e Colatina foram estruturados para potencializar suas vantagens comparativas e abrigar novos projetos da iniciativa privada. E os primeiros resultados desses esforços já começam a se tornar evidentes. Existem articulações em prol do desenvolvimento de regiões em estados vizinhos, para mitigar riscos de migração intensa e formação de novos aglomerados urbanos. O mais recente levantamento dos projetos de investimento anunciados para o Espírito Santo, realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves, já aponta sinais nessa direção. Entre 2005 e 2007, o valor total anunciado sofreu acréscimo de 16% ao ano, em média, em termos reais. No ano de 2007, tendo como base os projetos anunciados para o período 2007 a 2012, a região metropolitana passou a concentrar apenas 1/3 dos novos projetos. Outro terço vem sendo destinado à região do pólo de Anchieta, e 19% caminham na direção do pólo Linhares. Comparando a participação relativa dessas regiões nos novos investimentos com sua participação no PIB, é possível inferir que eles serão, em curto espaço de tempo, os novos eixos do desenvolvimento econômico local. Deve-se considerar que o levantamento ainda não incorporou investimentos de grande relevância para outras regiões igualmente promissoras, anunciados ao longo do ano de 2008. O governo do estado constrói parcerias para dar sustentação, organicidade e profissionalismo ao processo. São diversos projetos em andamento, e que passam pelo redimensionamento da rede de cidades, contratação no novo PELTES – Plano Estratégico de Logística de Transportes do Espírito Santo -, construção de planos de desenvolvimento local sustentado para municípios de pequeno porte. Tem também reforçado a regulamentação da questão ambiental para atrair, junto com os projetos de investimentos em cursos, tecnologias de ponta no monitoramento ambiental. Embora seja possível registrar, ao longo do segundo semestre de 2008, uma reversão do quadro de crescimento global, não se pode perder de vista o objetivo de promover, pela via dos investimentos produtivos, maior eqüidade na distribuição regional da renda gerada no estado. E persiste ainda o desafio da continuidade na promoção da interiorização do desenvolvimento.
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| Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 20:25 ) |
Segundo Receita Operacional Bruta no Espírito Santo
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