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Inovação e competitividade: uma olhar crítico sobre a economia capixaba PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Junho de 2009 21:14

Não resta dúvida de que o Espírito Santo vive um momento de otimismo com relação a seu futuro. Grandes investimentos nos segmentos de extração de petróleo e gás, siderurgia e pelotização de minério, aliados ao planejamento estratégico do estado, fundamentam tal otimismo. Porém, argumenta-se que essa euforia deve ser vista com precaução, uma vez que o crescimento futuro tem limitações, por ser altamente dependente de recursos naturais, e as empresas capixabas, sobretudo as do setor industrial, têm uma baixa performance inovativa.

Desde os anos 60, a economia capixaba vem crescendo acima da média nacional. Após um longo período de desenvolvimento baseado na cafeicultura, encerrada em função de uma crise criada pela política de erradicação dos cafezais, o Espírito Santo iniciou uma fase de industrialização, que teve dois momentos: o primeiro centrou-se no crescimento de empresas locais de pequeno e médio porte; já o segundo momento teve como grande mote as grandes plantas industriais produtoras de commodities, os chamados Grandes Projetos.

Já a partir dos anos 90, ocorreram mudanças na economia capixaba, tornando-a mais diversificada e mesmo assim dependente da produção de commodities. Naquele período, o setor terciário contribuiu significativamente para o crescimento econômico estadual. A principal justificativa é a expansão das atividades de exportação e importação de bens, em que parte expressiva se deveu ao mecanismo do FUNDAP, que propiciou o surgimento e o crescimento de tradings no estado. Além disso, alguns APLs se fortaleceram – notadamente os de metalmecânico, rochas, móveis e confecções –, o setor de construção civil, bem como as atividades imobiliárias, assistiram a um notável desenvolvimento, e as empresas dos Grandes Projetos ampliaram suas plantas industriais. Mas o grande destaque mesmo foi o ressurgimento da extração de petróleo e gás a partir de novas descobertas em território capixaba, capitaneadas pela PETROBRAS, que anunciou grandes investimentos no estado, movimentando a economia local em termos de empregos e renda e injetando recursos no setor público por meio dos royalties.

Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 21:17 )
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Mudanças institucionais no Poder Público Estadual e o desenvolvimento recente do Espírito Santo PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Junho de 2009 21:09

A percepção sobre a importância do papel das instituições na construção de condições favoráveis ao desenvolvimento não é tão nova. No início do século dezenove, o pensador francês Alexis de Tocqueville, em seu livro “Democracia na América”, já previa, por exemplo, com um século de antecedência, o sucesso alcançado pelos Estados Unidos em termos de desenvolvimento econômico e social. Sua previsão foi calcada exatamente na constatação de que, naquele país, algo de novo surgia, como contraponto das velhas práticas oligárquicas dos países da Europa. Na verdade, ele via no nascer do estado social democrático americano um campo fértil para construção de instituições sólidas capazes de proporcionar saltos sustentáveis na direção do desenvolvimento.

Na primeira metade do século XX, dois outros pensadores reforçaram a percepção de Tocqueville. O primeiro deles, Max Weber, alemão, com sua concepção de estado moderno, estruturado e organizado no exercício de suas funções; um estado com sua burocracia e disciplina . Outro, sem dúvida o mais criativo deles, Schumpeter, austríaco, posteriormente radicado nos Estados Unidos, jogou luz ainda mais à frente do tempo, estendendo sua idéia de inovação e empreendedorismo do campo privado para o campo institucional. Segundo ele, desenvolvimento requer e se fundamenta necessariamente em transformações - mudanças - também no campo das instituições públicas e privadas.

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Perspectivas de investimento na indústria (2008-2011) PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Junho de 2009 20:47

Desde meados de 2004, a aceleração da economia brasileira tem sido acompanhada pela expansão ainda mais rápida dos investimentos. Isso significa que, depois de mais de duas décadas e meia de crescimento baixo e instável, a economia parece ter iniciado os primeiros estágios de um novo processo de expansão. O controle e a previsibilidade da inflação, a adoção da responsabilidade fiscal e a eliminação da dívida externa líquida foram fundamentais para essa aceleração do investimento.

Em 2006, o BNDES deu início a uma pesquisa denominada “perspectivas de investimento na economia brasileira”. Naquela oportunidade, os projetos em curso na carteira do BNDES indicavam que a economia brasileira estava diante de uma mudança na intensidade e qualidade dos investimentos. Foram identificados projetos vultosos de novas plantas industriais em setores que, até aquele momento, caracterizavam-se apenas pela modernização de fábricas existentes.

O levantamento realizado naquele ano confirmou essa percepção. O mapeamento apontou um montante de investimentos superior a R$ 1 trilhão para o período 2007-2010, dos quais R$ 380 bilhões destinados à Indústria, o que representava um crescimento real de 13% a.a. dos investimentos industriais, frente ao período 2002/2005 (TORRES & PUGA, 2006). Tais previsões foram posteriormente confirmadas pelos dados divulgados pelo IBGE. O crescimento de 13,4% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em 2007 – valor superior ao dobro de crescimento do PIB de 5,4% - apontava para uma forte aceleração da taxa de investimento do país.

Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 21:07 )
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A Reforma Fiscal e o Futuro do Brasil PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Junho de 2009 19:44

Transcorridos mais de 60 anos do lançamento por Stephan Zweig de uma interessante obra intitulada “Brasil, o País do Futuro”, e apesar dos avanços que a economia brasileira registrou entre a década de quarenta e a década de oitenta, a semi-estagnação dos últimos vinte anos viu a euforia de Zweig transformar-se em resignação e conformismo. Ao invés de indignar-se com o medíocre crescimento econômico dos últimos anos, o país parece satisfazer-se com a perspectiva de um ligeira melhoria na próxima década – algo da ordem de 4 a 5 por cento. E isso se a conjuntura internacional não desandar.

Parece óbvio que o Brasil precisa adotar uma estratégia de desenvolvimento. Uma estratégia que não mantenha o crescimento refém da estabilidade monetária e sim concorra para que ela se fortaleça. Como? Por meio de reformas que desobstruam os caminhos do investimento, estimulem a inovação e o conhecimento, incrementem a produtividade e tornem o Estado mais eficiente.

Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 20:32 )
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