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O Funres e o Desenvolvimento Estadual PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Junho de 2009 19:29

O Fundo de Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo - FUNRES é uma parte considerável da história do planejamento econômico estadual. Criado através do DL 880/69, é reconhecido por todos aqueles que, ao longo dos anos, buscaram apoio desse mecanismo financeiro para a implantação, expansão e modernização de seus empreendimentos, e constitui um marco fundamental da experiência capixaba na formulação e implementação de políticas públicas fundeadas em incentivos fiscais. A bem da verdade, o FUNRES foi criado como uma resposta institucional à necessidade de formação de uma poupança interna, voltada para a promoção do desenvolvimento regional.

Nessa visão, o surgimento do Grupo Executivo para Recuperação Econômica do Espírito Santo - GERES, como um órgão colegiado, sem personalidade jurídica, sem a estrutura formal técnica e administrativa para o desempenho de suas funções - a exemplo das experiências da SUDENE e da SUDAM -, deu ao FUNRES uma singularidade especial, caracterizando-se como uma espécie de "modelo capixaba" de incentivo fiscal. Com isso, ele reforçou o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo - BANDES, seu banco operador, a quem compete dar ao GERES as condições necessárias para administrar e disciplinar o uso de recursos do FUNRES, mediante um convênio firmado.

Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 20:30 )
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Uma Política Industrial para o Espírito Santo PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Junho de 2009 18:52

O novo ciclo de desenvolvimento pelo qual passa o estado do Espírito Santo está sendo alavancado pelos grandes investimentos nos setores de petróleo e gás, mineração, metalurgia, construção civil, metalmecânico e, provavelmente, o sucroalcooleiro.

Ressaltando a importância desses investimentos, o setor industrial, representado pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo – FINDES, acredita que, nessa nova etapa de crescimento econômico, o Espírito Santo deve construir uma ambiência propícia, também, tanto para o desenvolvimento dos vários setores tradicionais (rochas ornamentais, vestuário, moveleiro, alimentos e bebidas), como para avançar nos setores com maior valor agregado e derivados ou adjacentes, principalmente, aos de petróleo e gás, celulose, mineração e metalurgia (indústria naval, pólo gás-químico, fertilizantes, papel, laminação a frio, galvanização, entre outros).

Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 20:29 )
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"Espírito Santo: os Desafios para a Consolidação do Desenvolvimento"
Paulo Hartung
Paulo Hartung
Governador do ES

O Espírito Santo vive um bom momento em seus aspectos econômicos e sociais, impulsionado pelo petróleo e gás, siderurgia, comércio exterior e dinamização de seus arranjos produtivos. Mas nesse novo modelo de desenvolvimento, a “desconcentração” é fundamental, a sustentabilidade ambiental é premissa básica, a educação é o melhor caminho.

Em suma, viabilizar um crescimento igualitário em todas as regiões do estado, melhorar a aplicação de recursos para o desenvolvimento dos diversos Arranjos Produtivos Locais (APL) sem esquecer a sustentabilidade: essas são algumas das metas perseguidas pelo governo para que o Espírito Santo impulsione ainda mais sua economia e gere novos e bons frutos em um futuro próximo. O governador Paulo Hartung aborda, na entrevista, os setores que têm se destacado no estado, fala como minimizar os diversos impactos ambientais resultantes da instalação de grandes empreendimentos em terras capixabas e comenta as políticas que podem ser aplicadas para melhorar a infra-estrutura local mediante o crescimento.

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Desconcentração do investimento no Espírito Santo PDF Imprimir E-mail
Seg, 29 de Junho de 2009 15:50

O processo de formação econômica do Espírito Santo esteve, em grande medida, assentado em movimentos setoriais, e espacialmente concentrados. No ciclo agrícola, o café foi o produto predominante e, ainda em 2005, respondia por 58% de toda a produção do setor. O processo de industrialização, por seu turno, além de tardio comparativamente ao restante do país, iniciou-se pela instalação de poucas plantas produtivas de grande porte, voltadas essencialmente para produção e beneficiamento de commodities destinadas ao mercado externo. Foi marcado por instalação de plantas de celulose, siderurgia e minério de ferro.

O processo de industrialização no Brasil esteve associado aos grandes fluxos migratórios, que mudaram a configuração, predominantemente rural, até a década de sessenta, para uma urbanização próxima a 80%, no final do século XX. Os fluxos migratórios também marcaram o desenvolvimento urbano –industrial no Espírito Santo, onde a concentração dos projetos industriais no litoral e no entorno da região metropolitana resultou na formação de aglomerados urbanos.

Última atualização ( Ter, 30 de Junho de 2009 20:25 )
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